quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

E dos bons momentos... o que restou? (por Jackie Freitas)

Posted by O amor está na rede On 23:24 20 comments

Queridos leitores,

Além de ter encontrado o amor na rede, também encontrei vários amigos. E hoje venho apresentar a vocês uma amiga que vocês vão adorar, a Jackie Freitas!
Nos conhecemos num site que divulga blogs e nos tornamos virtualmente amigas através da troca de comentários em postagens no referido site. A amizade foi crescendo e a Jackie me convidou (quanta honra!!!) para escrever um post em seu blog, o Fênix - Mulheres que renascem.
Agora é a minha vez de ter a honra de receber um texto da Jackie aqui. E vocês vão amá-lo!!!
Semana passada, Jackie e eu finalmente nos conhecemos e nossa amizade se expandiu além das fronteiras virtuais! Ficamos quatro horas batendo papo num café e parecia que estávamos lá há apenas 4 minutos, porque ainda tínhamos tanto para falar... E o encontro só confirmou o que eu já sabia: Jackie é uma pessoa espetacular, que quero ter sempre por perto! E também quero trazê-la para perto de vocês...
Aproveitem a leitura!!!

Beijos, Erica
E dos bons momentos... o que restou?
Não costumo defender causas e nem sair empunhando bandeiras em prol delas. Gosto de defender (se é assim que podemos chamar) as minhas crenças e os meus valores. E isso tudo também pode ser mutável e revisto, dependendo do quanto me permito aprender com a vida e as pessoas.

Uma das coisas que me deixa intrigada é quando vejo pessoas em final de relacionamento, enumerando os defeitos e malefícios daquela relação. Claro, existem relacionamentos que são péssimos, mas isso é assunto para depois. A questão aqui é uma só: E os bons momentos, o que foram feitos deles? Onde foram parar? Sumiram do dia para noite ou simplesmente nunca existiram?

O ser humano tem uma tendência natural de gravar mais facilmente em sua memória as coisas ruins e deixar lá no fundo, adormecidas, as coisas boas. É muito mais fácil lembrarmos os defeitos do que as qualidades, as tristezas do que as alegrias e assim por diante. Ora, se nem tudo na vida são flores, o inverso também é verdadeiro! Não temos apenas espinhos! Talvez, levadas por uma condição de auto-afirmação ou até mesmo como defesas, muitas pessoas acabam por justificarem suas decisões em cima apenas dos defeitos das outras, e isso, de certo modo é até bom, pois demonstra iniciativa em libertarem-se do que não lhes faz bem! O princípio (da libertação) está correto, porém as justificativas podem ser menos dramáticas!

Veja bem, não estou aqui falando sobre relacionamentos de pouca duração, daqueles que não permitiram trocas o suficiente para se ter um panorama das vantagens e desvantagens. Refiro-me aos relacionamentos que possuem histórico, momentos fotografados e de compartilhamento mútuo. Um dia encontramos uma pessoa feliz em sua conquista, presenciamos alguns momentos dessa troca de felicidade e, quando menos esperamos, chega a notícia de que aquele relacionamento chegou ao fim. OK, faz parte! O caminho que nos leva até o encontro “perfeito” é longo e árduo mesmo, porém a vida segue e não precisamos justificar esse rompimento colocando os inúmeros defeitos que foram descobertos repentinamente. Quem esteve enganando quem? Relacionamentos acabam por vários motivos, inclusive por incompatibilidade, mas isso se descobre gradualmente e não do dia para noite.

Tomar a decisão, eu sei, é sempre difícil, mas não se pode fugir dela. Acho que faz parte da seleção natural identificar aquilo que nos faz bem ou não, e é ótimo quando conseguimos enxergar com clareza e optamos pelo que nos faz bem. É a vida, é o amadurecimento e é a renovação... Bola pra frente! Na próxima relação teremos parâmetros e referências para identificar o rumo e até ajustá-lo ao nosso modo. O que não se pode é ficar falando que a relação passada só teve momentos ruins, que o (a) parceiro (a) não era boa pessoa, etc. Principalmente se todos souberem que houve ali momentos memoráveis e dignos de respeito. Ao final de uma relação, fazemos muitos balanços e revemos muitas atitudes, até porque precisamos e temos necessidade de encontrar o grande culpado!

O que eu penso é que ao fazermos todo esse balanço, precisamos usar também as boas referências para que não nos tornemos pessoas amargas e intransigentes com os outros e principalmente conosco! Lembrar que um relacionamento nos ofereceu momentos bons, nos faz ver o tempo sob outra ótica. Não o encaramos (tempo) perdido, mas como verdadeiras conquistas. Valorizamos e agradecemos!

Não se deixe contaminar pela mágoa, dor ou decepção. Lembre-se que somos nós que permitimos muitos dos acontecimentos e que não podemos colocar nos outros, todas as expectativas e frustrações sobre amor e felicidade. Dê-se um tempo e alivie o seu coração... Tudo passará! E espero que no final, entre altos e baixos, os bons momentos superem todas as desilusões e te façam seguir adiante em busca de novos e bons momentos para serem vividos e lembrados!

Jackie Freitas
Fênix - Mulheres que Renascem

20 comentários:

Erica, minha querida amiga!!!
Quanta honra estar aqui com você! Poder levar um pouco de minhas reflexões aos seus leitores me deixa pra lá de lisonjeada!
Esse texto reflete o meu pensamento, minha amiga, sobre pessoas que só encontram razões para lamentarem suas "perdas" e nunca conseguem enxergar algo de positivo nas experiências que a vida nos proporciona. Talvez eu esteja numa fase mais questionadora...não sei! Uma amiga me diz que questiono demais a humanidade, mas me responde: como podemos ficar caladas diante de tantas intransigências, falta de gentilezas com o mundo e consigo próprio? Para mim, relacionamentos são trocas constantes, não importa se elas são de amizade, amorosa, familiar ou profissional. E se não pudermos reconhecer que cada uma delas contribui com o nosso crescimento, passaremos a viver sozinhos, então?
Você é uma especialista no assunto! Uma verdadeira coach que mostra aos seus leitores o quanto esse caminho, apesar de complicado, pode ser prazeroso se soubermos tirar as melhores lições dele... Então, estou aqui até envergonhada por estar dando pitacos num assunto que você é a mestra mor!
Muito obrigada pela grande oportunidade de estar aqui! Obrigada pelo convite, carinho e essa amizade que muito me engrandece como pessoa! Tenho dito sempre que sou muito abençoada nessa vida...e você entrou nela para reforçar isso!
Grande beijo,
Jackie

(vai começar - bem, continuar - a "rasgação de seda", rssss)
Jackieeeee! Você sabe que o prazer é todo meu, né?
Eu adorei essa sua reflexão sobre ver o lado positivo de um relacionamento que se acaba, sobre lembrar dos bons momentos que foram vividos. Porque se um determinado relacionamento fosse somente ruim, não faria o menor sentido que ele tivesse durado, certo?
Eu também sou uma pessoa muito questionadora - pareço uma criança curiosa, pois sempre quero saber os porquês de todas as coisas.
E quer saber? Apesar dos problemas que enfrentamos aqui e ali, sabemos nos levantar e seguir adiante. Somos abençoadas mesmo!
Obbrigada por ser essa amiga tão especial e uma escritora tão maravilhosa, sempre agregando novas ideias e questionamentos aos seus leitores!
Mil beijos,
Erica

que bacana esse texto da Jackie . Mais é verdade temos a tendência a sempre falar mal de relacionamentos passados , por magoas , rancores ... rabugentisse mesmo . Mais até p/ falar disso ela foi fina e educada ( demais essa moça ) .
Show de bola !
XOXO

Incrível, né, Rê? A gente sempre reforça as coisas ruins - talvez até mesmo para nos convencermos de que não valia mais a pena tentar.
E a Jackie sempre refinada mesmo. Demais essa mulher!
Mil beijos pra vc!

Ai que lindas!! Um dia teria o grande prazer de conhecer tb a GRANDE JACKIE...=*
Erica, vc é uma sortuda msm.
Amei o carinho que vc tem por ela. Linda!!

Queridas amigas Jackie e Érica,

Belíssimo texto.

A palavra dignidade se aplica perfeitamente, a meu ver, na condução do processo natural do fim de um relacionamento. A maturidade é fundamental para que ambos os parceiros não destruam com palavras, gestos e atitudes aquilo que ainda lhes resta no termino de um relacionamento, visto que as memórias devem ser preservadas e para que isso aconteça será necessário que o respeito prevaleça. De que adiantam acusações? Entre mortos e feridos todos sairão com seqüelas dessa relação e com o sentimento de perda, que pode ser atenuada se houver dignidade de ambos os parceiros. Sendo dignos de terem se amado um dia, todos ao redor reconhecerão que o melhor a fazer é cada um seguir seu caminho.

"O verdadeiro amor liberta a pessoa amada".

Beijo grande,
Herval

Catia,
O prazer de conhecer a Jackie é mesmo grande. Ela é uma pessoa iluminada!!!
Espero um dia te conhecer tb.
Beijos,
Erica

Érica, nem tenho mais o que falar da Jackei.... os textos são sempre deliciosamente questionadores de nós mesmos....heheheheh
Muito legal esta troca entre vocês, que deve ser reescrita sempre, como exemplo de que o virtual pode ser a porta de entrada do real.....
Jackei, minha filósofa do coração, nem preciso dizer que o texto é magnífico!
Sabe o que eu andei percebendo? Não é que os bons momentos tenham desaparecido, mas precisamos de toda foram justificar o fracasso a que nos vemos envolvidos quando de uma separação. Nesta hora é mais fácil culpar o outro e ver só sesus defeitos, porque assim sentimos raiva e a raiva diminui a dor da saudade, dos bons momentos... destes momentos que parecem ter desaparecido!
Mas um relacionamento é ação e reação.... e quando começamos a enxergar aquela parcela do outro que ficou escondida na beleza do inicio, reagimos a esta decepção, o outro capta esta reação e por sua vez reage também.... e na maioria das vezes em nome das coisas maravilhosas a coragem de falar sobre as "decepções" diárias vai embora... e ação e reação após ação e reação, vai corroendo e transformado duas pessoas em dois estranhos tentando resgatar algo que o silêncio causou.
Pois é amiga, talvez a aminésia dos bons momentos, seja a dura verdade de perceber que a vida não é feita só de bons momentos, e que exatamente por isso precisamos tanto preservá-los!
Beijo no coração

Oi, Herval! Tudo bem?
Que bonitas as suas palavras... a maturidade é realmente algo imprescindível no término de um relacionamento. E ela resulta mesmo em respeito e dignidade. Senão o resultado será troca de ofensas e várias criancices postas em prática por adultos descontrolados.
Gostei da frase final do post!
Grande abraço,
Erica

Oi, Val! Tudo bem?
Que lindo tudo o que você escreveu... Adorei a parte da ação e reação. É a pura verdade: quando reagimos a alguma coisa, a outra pessoa reage em função disso e o relacionamento entra num círculo vicioso meio sem sentido, não é mesmo?
Seria bom se só reagíssemos a coisa boas - assim os relacionamentos durariam sempre mais!
O engraçado é que eu vejo muita gente que se separou que, passado o momento da raiva (sem ter encontrado outro amor), começa a se lembrar apenas dos bons momentos... pena que geralmente é tarde demais para isso!
Você é muito querida!
Mil beijos

Érica,
excelente o texto da Jackie, acho que penso parecido com ela; a algum tempo atrás, naquele epiśodio lastimável da Eloa, fiz um post desabafo onde falava algo parecido, e perguntava porque as pessoas so lembram do lado ruim, e nao das coisas boas, e se o amor foi bom por que sempre lembrar o pior?

mas as pessoas gostam de se martirizar, de sentir dor, de serem sós, e cultivam isto através da mágoa contra o outro; talvez ao lembrar só o lado ruim estejam dizendo para si mesmas que não valeu a pena, ou tentando se convencer de que era ilusão; nós não aceitamos as perdas e dizer que o outro é ruim ou foi o culpado, ameniza um pouco a nossa culpa; sempre achamos que somos perfeitos e ao dar errado um relacionamento descobrimos que nos iludimos com a nossa perfeição, e dói saber que outra pessoa possa fazer o outro feliz, como um dia nos fez, ou que ele (a) possa ser feliz com outro (a) tão perfeita quanto nós fomos em algum momento.
(rs.. só opinião de uma apaixonada incorrigivel)!

beijos

Oi amiga jackie, eu só tenho quer te dar os prachoques,srsrsr!!!!!! Quando sai o livro amiga? Existem muitas pessoas que tem dificuldade de guardar o bom, o melhor seja em que área da sua vida for. Para ela é mais fácil guardar e absorver o trágico, o ruim e com isso não tira proveito do lado bom da vida, outros são exigentes demais, exigem dos outros o que ele não faz nem fez. Uma bela noite

Oii Erica

Fiquei aqui só na expectativa do nosso encontro, estou louca para conhecer vocês. A net realmente pode nos proporcionar maravilhas, quando usamos ela para o bem.
Falar dos textos da Jackie, é a coisa mas fácil do mundo, pois ela alem de ser um ser humano maravilhoso, é uma escritora de grande potencial, ainda vou querer o autografo dela.
Esse texto que ela nos presenteia, realmente é bem reflexivo, infelizmente as pessoas tendem a só guardar as coisas ruins não só dos relacionamento mas também da vida.
Percebe-se pela midia, só dar ibope noticias de violencia, fofocas, coisas que não tem conteudo alguma para nos agregar.
Graças a Deus eu sempre procuro ver pelo lado bom das coisas, pois sei que se pensamos coisas ruins, é só o que iremos atrair. Pois somos o que pensamos.

Bjs no coração das duas

Oi Erica,
Foi uma bela parceria essa!
Penso que as questões sobre relacionamentos devem sempre ser repensadas, afinal a vida não é estática, e rever constantemente atitudes e posicionamentos é fundamental. Tenho encontrado em seu blog artigos muito construtivos e, seguindo essa linha, hoje me deparo com o texto da Jackie. Portanto, parabéns por abrir seu espaço, brindando seus leitores com esse adorável post.
Abraço carinhoso

Querida Jackie,
Ótima a sua abordagem!
Eu creio que uma pessoa passa a denegrir a imagem de um ex relacionamento não porque não percebe os bons momentos vividos, mas para justificar para os outros, e principalmente para si mesma, que ela é que é a "boazinha" da história. Como se isso fosse preciso... Afinal, todos cometemos erros e acertos, temos atitudes de nobreza e de estupidez. E, então, por que colocar sobre os ombros do outro o peso de nossas frustrações e decepções? É porque isso é mais fácil... porque é preciso ter coragem para olhar para si mesmo. E por que o fim de um relacionamento é visto como um fracasso? Não pode ser considerado apenas como uma dentre tantas etapas da vida?
Bem, acredito que a vida pode ser mais fácil e suave, Obrigada por mais um belo texto que contribui para isso.
Grande abraço

Olá querida Érica !!!

Maravilhoso este texto da nossa querida e amada amiga Jackie !!!
Parabéns pela iniciativa !!!

Eu particularmente sou daquelas que já passei digamos assim, o pão que o diabo amassou com algumas relações, e até cheguei a comentar com a Jackie que uma destas, onde quase fui morta, teve sim sua parte boa, pois além dos momentos bons que passamos, o que restou depois do furacão foi um imenso aprendizado que provavelmente sem ele, eu não saberia valorizar minha atual relação .
Então acho saudável manter na memória as alegrias e também os desafios, pois assim, mesmo diante do fracasso, tudo será amadurecimento e aprendizado para seguirmos nosso caminho à procura sempre de fazer o melhor e também de receber o melhor :)
Um beijããooooooo nas duas !!!

Oi, Kassya! Tudo bem?
Talvez, no fundo, no fundo... Nós só queremos chamar a atenção dos outros, fazendo mártires de nós mesmos! Assim, matamos dois problemas de uma vez: arrumamos aconchego e nos livramos de qualquer culpa que possamos ter tido pelo fim do relacionamento!
PS: eu também sou uma apaixonada incorrigível... E não é o máximo sentir essa paixão?
Beijo enorme,
Erica

Olá, Irismar!
Também estou à espera do livro da Jackie!!! E, a propósito, curiosíssima, louca para devorar seus textos!
É verdade o que a Jackie falou, sobre nem tudo ser espinhos... Temos sempre que buscar o equilíbrio, ou fazer a balança pender mais para o lado positivo, dando um peso maior às coisas boas, e um peso bem pequenininho às coisas ruins!
Beijos e obrigada pelo carinho,
Erica

Oi, Mari! Tudo bem?
Eu também estou na fila de autógrafos da Jackie! :) Não vejo a hora de ler um livro escrito por ela!
Muito bem colocado esse seu comentário sobre a mídia. A gente liga a TV e acho que 90% de um noticiário é sobre coisas ruins. Por que eles mostram tão pouco das boas ações feitas pelo mundo afora? Por que o ruim atrai mais do que o bom? Algo a se refletir!
Obrigada pelo comentário e pelo carinho!
Grande beijo,
Erica

Oi, Cleide! Tudo bem?
Muito obrigada pelos elogios feitos ao meu blog! Eu também fiquei muito feliz de ter a Jackie deixando suas lindas palavras por lá! :)
Adorei essa sua visão sobre o fim de um relacionamento não ser um fracasso. Claro que não! Ele foi bem sucedido enquanto durou, oras! E é mesmo mais uma etapa concluída. Como o colegial, a faculdade, onde algo foi aprendido e depois partimos para um novo aprendizado. E, se pensarmos assim, como você mesma disse, a vida poderá ser bem mais fácil e suave! Adorei...
Beijos e obrigada pelo carinho,
Erica

Sammy, querida! Demorei, mas cheguei!
Lindo demais o texto, né? Agora fiquei assustada com essa sua relação em que quase foi morta! Fico feliz de saber que isso tenha passado e que hoje você está com uma pessoa maravilhosa!
E eu concordo totalmente com o que você falou: as relações são sempre aprendizados, como tudo na vida (veja o que escrevi para a Cleide). E, quando percebemos que não há mais nada a aprender ou a acrescentar, nada mais justo do que seguir adiante, sem ficar amaldiçoando um passado que já foi bom um dia!
Grande beijo, amiga!
Erica

Postar um comentário